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Desde há alguns anos, tem-se arrastado uma situação de dúbia legalidade, e de ainda maior ética, numa cadeira do curso de licenciatura de Engenharia Mecânica. Trata-se da cadeira de Tecnologias Mecânicas, leccionada pelo Professor José Manuel Simões (1360) e pelo Professor João Santos.
Para quem está a repetir esta unidade curricular, é certo que já se confrontou com o dilema de ter de escolher entre chumbar, sob pena de não poder reunir-se com o mesmo grupo no semestre seguinte, ou chumbar fazendo uma “carta de desistência”, requerida e dirigida ao Professor responsável pela cadeira José Manuel Simões. Porquê esta escolha? Mais, porque é que um grupo fica eliminado do semestre, quando um dos membros decide desistir? O ensino superior deve ser uma preparação para a vida no mercado de trabalho e, se bem que saibamos que por vezes ela também é madrasta, estas regras são um apelo à ratíce, às leis da selva.
Estaremos perante um caso, em que o instituto está mais preocupado com o seu auto-financiamento, através de chumbos, do que com o sucesso e a qualidade científica dos alunos?
Para quem não sabe, segundo o regulamento de qualidade do ISEL “A avaliação da Qualidade no ISEL assenta em grande parte em mecanismos de autoavaliação”. Será que também devíamos passar a reivindicar uma autoavaliação e uma avaliação de 0 a 5 para ser preenchida pelos alunos, tal como acontece com os docentes? Seria impensável e inadmissível a autoavaliação do aluno contar para a nota final. Para um ISEL mais forte, seria interessante repensar os critérios de avaliação dos professores e chamar à responsabilidade os representantes dos alunos em cada departamento de Eng. Mecânica, que parecem passar ao lado destes problemas.
Terminando com o quadro de avaliação dos docentes e com a análise de um caso particular, fica à descrição do leitor a interpretação feita.

