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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

ED14 - Editorial - “Demokratus!” disse o tacho


Bernardo Barbosa, durante a reunião geral de alunos, num comum delírio saudosista  romantizado, dizia “Eu amo a democracia”. Esta pequeno conjunto de palavras, aparentemente desprovida de valor, fez-me lembrar um conceito que absorvi há já algum tempo, desde que comecei a lidar com associações da área da Juventude: os pseudo-tecnocratas, uma nova categoria de políticos que prima pela visão amoral dos sistemas sociais e económicos, onde a palavra passou a ser retórica e manipulação.

Não é segredo nenhum de que a trajectória de muitos que trabalham em associações passa ou termina na politica das instituições e dos partidos – em particular nas associações de estudantes, que são o trampolim acessível de muitos dos que lá passam. E isto leva-me a questionar as intenções – quando Bernardo Barbosa foi convidado para pertencer a uma lista para a AEISEL, exigiu encabeça-la. Tal ato daria uma boa análise sobre os dois tipos de política: politica com “p” minúsculo – de partidos, a mais fácil – e politica com “P” maiúsculo – a cidadania, o voluntariado, a participação activa na comunidade.

Para o objectivo de uma associação de estudantes, a política prioritária deveria ser a segunda. Mas tal requer tempo, maturidade e acima de tudo responsabilidade, sem egos e sem jogos de poder – algo que nunca se viu nas ultimas direcções da AEISEL, em particular nas do também ex-autarca Frederico Saraiva (até 2010), João Assunção (até 2014) e Hugo de Carvalho (2012 a 2014), onde o bem da AEISEL e dos estudantes nunca foi prioridade. Esta sede de poder que nunca se separou do partidarismo e dos benefícios pessoais deixou pontas soltas, sendo por isso necessário um novo representante para apagar o rasto - Bernardo Barbosa.

Com isto, não quero dizer que censuro quem pertence a um partido. O que me repugna aqui são os ninhos de ratos, os que praticam a politica dos amiguismos, que não chega às pessoas e não resolve os problemas, cheia de discursos inflamados entre egos, jogos sujos e de desprezíveis “Yes, man” – dizer sim porque lhes foi imposto, sem pensar, sem debater, sem questionar.

Todos estes exemplos foram perceptíveis na última Reunião Geral de Alunos – mediante o confronto, um violento Hugo de Carvalho enraivecido quase que foi arrastado para fora da sala. Para alguém que diz que ama a democracia e a política, Bernardo devia usa-la sempre e não apenas quando lhe convém: deveria ter chamado Hugo Campos de Carvalho à razão, em vez de ignorar que “a ignorância ou má interpretação da lei não justifica a falta do seu cumprimento”  e tentar impedir a expulsão  e impedição de votar de Hugo Campos de Carvalho, depois deste perturbar o bom funcionamento dos órgãos democráticos; em vez de vomitar correções de minudências e discursos demagógicos repletos de tiques partidários – subtis ataques a este jornal e a outras pessoas, poderia debater, discutir. Admito que até concordei e apoiei algumas dessas correções – meras minudências, alusivas ao calendário eleitoral. Afinal, é necessário saber dar razão a quem a tem. Quanto a ideias e opiniões mais elaboradas, parece não ser capaz de as ter por vontade própria – limita-se a fazer o que lhe mandam, arremessando o que lhe pedem.



O candidato a presidente que se autonomeou, mais uma vez apelando às emoções, dizia também que se sentia magoado por ver o que ele considerava serem afrontas à democracia. Desta vez, neste jornal foi-me difícil fazer humor com isto: para quem já está na direção de uma juventude partidária de um grande concelho, ganhar uma AE é um salto para as federações, instituições, autarquias e assembleias – para quem tem más intenções, basta não ter escrúpulos e conhecer os atalhos políticos. Aqui, o que me magoa mais é saber que esta corja um dia poderá tomar decisões por muitos de nós; é saber que existem tantas pessoas como o Bernardo – aspirantes a políticos profissionais, pseudo-tecnocratas que apenas aspiram o poder. E isto magoa-me ainda mais, pois a existência de Bernardo Barbosa é uma afronta à democracia, à cidadania e ao futuro da AEISEL. IB


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Editorial - Amnésia e outras Demências


Após a última edição do ISELeaks, no uso do direito à resposta, o antigo presidente da AEISEL respondeu às críticas que lhe haviam sido dirigidas. Ora, naquilo que nos cumpre em publicitar as respostas que nos chegam; resta-nos só o seu conteúdo, que de tão surreal, torna-se um verdadeiro artigo de humor. Hugo Campos de Carvalho, escuda-se afirmando que deixou 20.000€ nos cofres da AEISEL, ou seja, deixou a Associação de Estudantes claramente desafogada. Será por isso que nos últimos meses de Verão da sua tutela enviava um e-mail geral a falar de atrasos com salários? Certamente que era uma gestão “mais empresarial da coisa”, e não falta de verbas. Será que Hugo Carvalho geriu tão bem a AEISEL que, para além de ninguém ter reparado, também ninguém reparou nos cofres cheios, mesmo que fosse de dívidas ao IPDJ? 

Eu entendo a sua estratégia: lançar a ignomínia, para poder candidatar-se como um mártir – o salvador da AEISEL, o homem com uma visão “mais empresarial da coisa”. Mas não nos enganemos, Hugo Carvalho – aquele que hoje se faz de vítima –, foi outrora um feroz líder da AEISEL, bastando para isso recordar a sua aversão aos Estatutos. Quem se lembra da célebre frase “a RGA é soberana”, para justificar o incumprimento de prazos estatutários? Quem se lembra do antigo presidente da AEISEL a recorrer a advogados para interpretar os estatutos da AEISEL? Eu lembro-me e também me lembro da auditoria financeira da MONERIS, que apontava o dedo à direcção da AEISEL, liderada por Hugo Carvalho, pela ausência de documentos, organização e pela situação financeira completamente desequilibrada: e não, a culpa não é da técnica oficial de contas, não foi ela que dirigiu a AEISEL

Terminando, não vale a pena ficarmos presos ao passado, porque relativamente a ele nada há a fazer. Quanto ao futuro, gostaríamos de ouvir as propostas para a AEISEL, ainda que saibamos que a credibilidade de Hugo Carvalho está fatalmente ferida.

E, com isto, reparei que Ricardo Brites fica, outra vez, para último plano. O espaço para dedicar a este figurante já é curto e concluo este editorial com a convicção de que tem os  dias contados na AEISEL. Paz à sua Alma. .GF

Nota:
Na versão online do artigo de Opinião "Avante, JSD!" , publicado na última edição, Hugo Campos de Carvalho comentou o seguinte:

Hugo Campos de Carvalho17 de novembro de 2015 às 18:38
Pela primeira vez vou responder, porque estou com vontade de me rir... Deixei mais de 22 mil euros na conta e deixei um buraco?
Ide lá perguntar na AE quando eu saí, para além do IPDJ que aguardávamos resposta e de uma dívida à Seg. Social de 700 ou 800€ que estava a ser paga, se havia mais alguma?
Se às vezes distorcem a verdade, nesta mentem com todos os dentes!
Fui eu que deixei fechar a Sala 13 e a Pizzaria?
Fui eu que baixei as folhas de teste para 5 cent, que nem chega para pagar ao funcionário que as faz?
Fui eu que andei 1 ano para assinar um contrato?
Não brinquem comigo... Atinem!

ISELeaks22 de novembro de 2015 às 19:14
Caro Hugo, antes demais agradecemos o teu comentário. Certamente que o teu contraditório terá direito ao nosso contraditório em sede própria - que não é um blog.
Saudações Académicas

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Artigo relacionado: ISELeaks oferece cabaz de Natal a Hugo Carvalho

terça-feira, 17 de novembro de 2015

EDITORIAL - AAL: A Ameaça Laranja

No início do século passado, o país rebentava: estava cansado da rotatividade previsível entre regeneradores e progressistas, manipulados por uma monarquia débil, por um governo apodrido e por uma burguesia corrupta. Depois de décadas de oposição, a monarquia constitucional foi destituída, sendo implantado o regime republicano em Portugal.

No entanto, esta apenas durou 16 anos: passada a euforia, verificou-se que pouco havia mudado - muitos daqueles que defendiam vorazmente a monarquia e exerciam cargos políticos, faziam agora parte do governo republicano. No final, os barões eram os mesmos. O regime era ainda mais violento, só mudara a máscara.

Em 2011, saía o escândalo de que a AAL – Associação Académica de Lisboa tinha um saco Azul. Ou, para ser precisa, um Saco Laranja. Estava a ser gerida através de uma conta bancária paralela desde 2010, aberta na CGD do ISEL, tendo Luí Castro como primeiro titular, à data presidente da direção da AAL e, por coincidência, presidente da Secção Oriental de Lisboa da JSD – Juventude Social Democrata. Luís fora também, por mera coincidência, membro da comissão política de Cavaco Silva na candidatura à Presidência da República e um dos mandatários da juventude de Passos de Coelho. Atualmente, é presidente da direção da FAIPL.

Mas, um pormenor: “uma conta bancária paralela desde 2010, aberta na CGD do ISEL". Mais uma vez, por mero acaso, no ano de abertura da tal conta tínhamos Frederico Saraiva como polémico presidente da AAL e também presidente da AEISEL, desde 2008.
Na mesma época, Gonçalo Xufre, vice-presidente do ISEL, presidia a Comissão Politica do PSD de Alverca na mesma lista que Frederico Saraiva e João Assunção, este ultimo também com um alto cargo na AEISEL. Não foi preciso muito para Xufre disparar para presidente da ANQES e ser responsável pelo programa Novas Oportunidades.

Em Maio de 2015, é anunciada a quase falência da AAL. Em Novembro de 2015 é noticiado que o Processo Especial de Revitalização (PER) foi aceite pelos credores, tendo esta que regularizar todas as dívidas em 8 anos. Até lá, teremos uma AAL praticamente de gestão, uma era complicada mas onde, anunciam estes, tudo será diferente. À semelhança dos falsos republicanos, não deixará de ser uma máquina para alimentar os gordos egos dos que por lá passam e que se limitam a rodar entre si, até encontrarem um poleiro mais alto: Francisco Duarte, presidente da AAL desde Julho de 2015, é também vice-presidente FNESPC - Federação Nacional do Ensino Superior Particular e Cooperativo. Carlos Veiga, atual presidente do conselho fiscal já fora em outros mandatos presidente da mesa e presidente da AAL. No entanto, o mais curioso talvez seja Vasco Touguinha: presidente da FNESPC, Vice-presidente da AAL e também já com outros cargos a somar. Mais uma vez por coincidência, é também autarca do PSD de Loures. Por vezes até se dá ao luxo de usar a comunicação social para partilhar o seu partidarismo saloio, em nome da associação ou da federação que comanda, talvez porque o que já conquistou não é suficiente. Quase todos confiam tanto em certas cerimónias e em certas tradiçõezinhas humanas, que um só paraíso lhes parece um prémio muito modesto para os seus méritos.
Agora aproximam-se as eleições da AEISEL. Touguinha tem um fiel companheiro e cão de caça – Bernardo Barbosa, aluno do ISEL e que, por coincidência, é seu parceiro na vice-presidência da JSD de Loures, eleitos em Junho de 2015. É o ideal: bom orador, boa imagem e fácil de manipular. Mas quão longe pode Touguinha chegar? Talvez muito longe, se, daqui a poucos anos, conseguir repetir a história de Carlos Quadrado com Frederico Saraiva: manipular os alunos para votar na possível candidatura do quadradista João Calado, docente do ISEL e um barão do PSD de Loures, para a presidência do ISEL ou até mais. 
Por aqui, o saco laranja resistiu aos tempos e às vontades: passou de mão em mão. Nesta seita com uma máscara de sol, preenchida com valores negros, egos e motivos vazios, todos anseiam chegar mais alto. Quando não o conseguem, limitam-se a viver neste lupanar, rodando alegremente entre si. . IB

Imagem:  "A Politica: a grande porca" , de Bordalo Pinheiro , jornal "A Paródia",  Janeiro de 1900

Imagem da versão impressa: Humberto Pessoa

Citação em itálico: Quase todos confiam tanto em certas cerimónias e em certas tradiçõezinhas humanas, que um só paraíso lhes parece um prémio muito modesto para os seus méritos.  - "Elogio da Loucura" de Erasmo de Roterdão

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Artigos relacionados:  Veja a notícia de revitalização da AAL aqui




quarta-feira, 30 de setembro de 2015

ED11 - Editorial

EDITORIAL. No século 15, em plena época dos descobrimentos, Bartolomeu Dias comandava uma expedição marítima para definir um caminho alternativo para as rotas mercantis da Índia. A difícil missão, ter-lhe-á sido atribuída pelo Rei D. João II, “O Príncipe Perfeito”. Durante a expedição, ao chegar perto do cabo de Algoa, a tripulação depara-se com uma tempestade, que lhes confiscou o controlo das naus durante 13 dias. Ao fim desses dias, contrariando o comandante da expedição, a tripulação decide regressar a Lisboa.

 Este pequeno gesto histórico, demonstra como poucas dezenas de pessoas iliteradas - ao não vislumbrarem um desfecho muito diferente da catástrofe -, contrariaram a sua autoridade suprema. Porque razão haveremos nós de, quando na hora de tomarmos a palavra, optarmos por permanecer na sombra da autoridade e da desresponsabilização? Porque haveremos nós de não querer mudar, quando enfrentamos a negligência e as tendências suicidárias, de quem temos o direito de escolher? Aqueles escravos marítimos não escolheram o seu comandante, mas decidiram que não queriam morrer.

O ISEL, foi durante demasiado tempo mal gerido e silenciado, de tal forma que o motim e a desordem (ainda que pacíficas) iriam surgir. A gestão amiga das famílias e amigos (dos gestores) do ISEL caiu e hoje decorre uma auditoria para aferir a dimensão do estrago; também infligido por muito dos que hoje congratulam-se pela retoma da procura do ISEL. É dos alunos que o ensino vive e é para os alunos que os institutos superiores trabalham:favorecendo condições para aqueles que têm provas dadas.

 Certamente que pouca gente foi indiferente ao caos gerado na época das matrículas, despoletado por um despacho extremamente discreto, em pleno mês de Agosto, que proferia a condição de pagar a primeira prestação das propinas para a possibilidade de inscrição. Que o ISEL precise de tapar buracos financeiros, tudo bem; que são notórias as contenções de custos, nomeadamente com consórcios de advogados, também. Mas não vale tudo: há que haver mais antecedência.

 Por fim, quanto à AEISEL, Ricardo Brites provou que tem a credibilidade que o comum dos mortais costuma dar a um caroço de pêssego. Como nos mostrou o belo exemplo que acima citei, às vezes o motim é a forma mais delicada de Democracia. 

fonte da imagem de capa: thepeoplescube.com

quinta-feira, 25 de junho de 2015

ED10 - Editorial - A Peste

Numa cidade remota, em sua casa, um médico depara-se com 3 ratos mortos. Ao confrontar o porteiro com a situação, ele garante que “Nesta casa não há ratos!”. No entanto, nos dias que se seguem, depara-se com um  número crescente de ratos mortos e de doentes com o mesmo tipo de sintomas. São sintomas de uma epidemia e todos sabem de que se trata. Mas todos, incluindo as autoridades locais, negarão a verdade enquanto for possível, desvalorizarão o caso pois o pânico deve ser evitado. 
Tal não passa de um pensamento errático: negar os factos não os muda e quando a epidemia se espalhou, foi necessário dar-lhe um nome: A Peste, 
Seria melhor um terremoto,porque após os abalos contam-se os mortos e não se fala mais nisso, mas a peste mata todos os dias.
Por aqui, nesta nossa casa, de pouco servem as medidas tomadas: isolaram-se alguns ratos e esqueceram-se da contaminação. Ao convivermos nesta realidade, é possível que tenhamos alguma responsabilidade, pois todos nós , durante anos, permitimos e fomos benevolentes com os ratos.
Só resta uma solução: descobrir a fonte, dizima-los. Quando se vê os efeitos que ela traz é preciso ser covarde para se resignar. Se tal não for feito, estes ratos de hotel, gatunos com aspeto elegante, tomarão a vida de quem não merece. 
Como acréscimo, resta-me dizer que a mesquinhez dos ratos não vê barreiras. Entre as consequências, deixo um ínfimo exemplo, dentro do que nos é permitido verbalizar (quanto aos mais nocivos, esperemos):  nós, na nossa boa vontade, propusemo-nos a promover o espaço de solidariedade do ISEL, o Espaço Partilha. Criamos um cartaz, foram percorridos todos os procedimentos institucionais, enviamos para o Gabinete de Comunicação e foi aprovado. O único objectivo era, naturalmente ajudar a comunidade do ISEL com maiores dificuldades económicas. Mas nem um par de dias se passou e os cartazes foram retirados. Motivo? Não sabemos e aguardamos resposta, mas por coincidência, a exímia Susana Teque, tema desta edição, havia voltado. É curioso observar como os interesses, talvez inspirados em pensamentos vis, se sobrepõem aos valores.
Aparte deste exemplo dos braços da peste, existem ainda os pobres de espírito mas, ainda assim humanos, que se deixaram contagiar: um grupo de jovens que, de foice em punho, alegava combater o cancro da associação e lutar pela verdade e transparência, agora vê-se contagiada pela mesma peste – até ver, resistem a apresentar documentos que seriam do maior interesse dos alunos. Depois de uma carta enviada por nós há bem mais de um mês, à qual não obtivemos resposta, optamos por insistir por via electrónica. Após uma resposta mal dada, como quem desconhece a sua própria casa, propusemos a realização de uma reunião. E agora vemos o óbvio: o silêncio, movido pelos sintomas da peste.
Se a honestidade pode vencer a peste , também pode vencer a corrupção. Até lá, enquanto membros desta casa, de nada nos serve sentir pena seja da sociedade ou de nós próprios e ainda menos alimentar o estado de submissão bajulante, já que as pessoas cansam da piedade quando a piedade é inútil. 
Mesmo quando o reino anuncia que a peste pertence ao passado, de nada nos serve ignorar a verdade: o bacilo da peste nunca morre, apenas adormece, e cabe-nos a nós evitar o seu despertar. IB

em itálico: excertos de "A Peste" de Albert Camus

quinta-feira, 28 de maio de 2015

EDITORIAL: Medos e Mitos

À semelhança de Black Annis - criatura malévola da mitologia anglo-saxónica -, que ao deparar-se com crianças, matava-as e usava a sua pele como cinto e que, como é habitual, era usada como corrector de mau comportamento das crianças; sentimo-nos francamente honrados, de ver o nome do jornal que fundámos no caminho para a mitologia ISELiana. Ora, consta que após iniciados os procedimentos disciplinares a figuras distintas do ISEL - retratadas em edições anteriores -, existe, neste momento, um claro medo de pronunciar um nome e, pior, de estar (ou parecer estar) de algum modo relacionado com esse: ISELeaks. 

Pois bem, depois de tantas acusações de parcialidade nos artigos, depois de tantas acusações sobre a falta de isenção e da existência deste jornal como uma ferramenta política de uma pessoa, eis que temos a instituição a funcionar e a valorizar aquilo que tantos, tão tendenciosamente, desvalorizaram e quiseram que fosse desvalorizado. Não é uma vitória - vitória é ter as instituições a funcionarem bem, limpas. A par disto, vemos uma clara tentativa de afastamento por parte da direcção, com quem tentámos cooperar sempre que pudémos. Sim, tentámos. Ao que parece, o Professor Doutor Helmano Margato, apesar de ser eleito por estudantes, funcionários e docentes, não recebe alunos na sua distinta qualidade de Presidente do ISEL. Compreendo: afinal, um General só dialoga com oficiais ou superiores. 

Mas para felicidade daquelas que nos detestam - que, entre outros, nos acusavam de nunca criticarmos a direcção -, há mais: o medo do que os outros pensam, levou esta direcção a bloquear o processo de doação de um micro-ondas, que aguarda há quase 4 meses pela sua concretização. Tudo isto, porque estaria relacionado com o ISELeaks. Do mesmo modo, uma entrevista preparada para a direcção, foi igualmente bloqueada, porque “há demasiadas pessoas a pensar que a direcção tem alguma coisa a ver com o vosso jornal”. Onde é que está a coragem, que levou estes homens e mulheres assumirem cargos numa instituição arrasada, para enfrentarem aquilo que os outros dizem ou pensam? Resta saber se o objectivo é governar para o povo, ou para os barões. 

Gostaríamos ainda de de referir, a importância do contributo que todos podem ter para o Espaço Partilha. Este movimento carece urgentemente da ajuda de todos : quer em roupa, quer em alimentos, ou senhas de refeição. Numa altura em que se apregoa a melhoria das condições de estudo nas salas de aula, das cantinas e da importância das manifestações, há quem não consiga estudar porque precisa de comer. Há quem não viva de partidarismos e de promessas pré-eleitorais esquecidas : Há quem não coma para estudar; e há quem não estude, para comer.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Editorial ED8 - As Vozes da frustração

Após uma pequena pausa em Abril, estamos de volta: para infortúnio de alguns, que se vêem frustrados no seu esforço para denegrir a imagem deste “jornaleco”. E a explicação para esta pausa de Abril - o mês em que se comemora a Liberdade - é bastante simples: Porque nos apeteceu. Tal como todos os leitores e críticos vitalícios, temos ocupações para além do jornal e, no mês da Liberdade, tomámos a liberdade de não publicar nenhuma edição do 25 de Abril. 

Pois bem, voltando aos frustrados, que ultimamente se têem ocupado a fazer crer que o ISELeaks é dirigido pela Presidência do ISEL: Para esses, Abril não trouxe nada, para além da chatíce de terem de usar a própria liberdade para dizerem “coisas”. É certo que a liberdade não traz inteligência, mas não se é preciso ser um génio para chegar à conclusão de que a ausência de críticas (ou denúncias editoriais) é diferente de apoiar, ou defender. Ou seja, se não é falta de inteligência, ou lapso, posso aferir com uma certa segurança que é o comprometimento com o imperativo de selar o passado de eventuais exposições, sempre pouco convenientes. Depois, temos os outros, que se esqueceram de disfarçar o interesse em ver o ISELeaks mudo, que apregoam que este jornal é o sinónimo de um nome e uma pessoa, que utiliza este órgão de comunicação e informação não-oficial para seu benefício. É difícil imaginar uma pessoa a planear, investigar e montar todo este design e textos e ainda ter tempo para as necessidades básicas, não é? Mas eles lá devem saber. 

Para esta oitava edição, trazemos um design diferente, adaptado à altura em que não se era preciso ter um canudo de jornalísmo para ter um jornal, ou para escrever para algum. Temos também o resultado do inquérito realizado por nós aos alunos do ISEL, sobre os seus órgãos representantes: Desde a Presidência, passando pelas Comissões Coordenadoras e AEISEL, sem esquecer o ISELeaks. À semelhança de outras edições, terão oportunidade de descobrir um pouco mais sobre o passado do ISEL, através das rubricas REMEMBER ISEL e PONTO-A-PONTO, esta última com mais alguns acontecimentos da famosa governação Quadradista. Fica melhor Quadradista, ou Quadrática? Esperem pelo próximo inquérito. 

Enquanto isso, o ISELeaks perde a assinatura que caracterizou o REMEMBER ISEL, que esteve na origem dessa rubrica e que nos acompanhava nas últimas edições. Um grande abraço de amizade para o “Antigo aluno o ISEL”, que fazemos questão que permaneça no anonimato: Perdemos uma rubrica, mas a Engenharia ganha certamente um excelente profissional. É, pois, altura de recordar a todos os leitores que, sendo alunos, funconários, ou docentes, podem nos endereçar as suas histórias. GF

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Editorial ED7 - O Cúmulo da barbárie

Na primeira Republica da Holanda, o regente Jan de Witt foi morto às mãos da população. O futuro era certo: o retorno da monarquia. Nessa noite, Espinosa afixou um letreiro à porta da estalagem que o albergava onde escreveu “O cúmulo da barbárie”. A multidão, a quem os poderosos iludem para combaterem pela servidão como se fosse pela salvação, acredita que dar o sangue e a alma pela supremacia e vaidade de um só homem é a maior honra, ao invés de ser a maior vergonha. Para a segurança dos donos do poder, uma multidão que não teme, é terrível.

Por aqui, a população – a direcção, os docentes, alunos e funcionários que têm conhecimento da causa – escolheu matar a verdade, a nobreza de espírito e a justiça. Escolheu zelar pela supremacia de um homem cujos tentáculos prendem esta instituição – e irão prender por muitos mais anos - , por temerem a mudança e as manchas no próprio nome. Por temerem ameaças e represálias. Por temerem que a justiça – a vergonha -, os levasse por arrasto.
Com esta atitude cobarde, desprovida de valores morais, resta-me dizer que, infelizmente, não se trata de uma direcção de docentes que procuram o melhor para a instituição, mas sim uma direcção meramente administrativa, muito aquém do que deveria ser o seu papel. 

Consta que já há muito tempo que se falava. Todos discordavam e diziam que “alguém” devia fazer algo. Ninguém fez nada. Os que tinham vontade, estavam sozinhos, eram alvos a abater.

Agora, nós agimos. Por mero dever moral, compilamos a informação fortemente sustentada em provas, sem medos e sem dúvidas. Dispusemo-nos a prestar esclarecimentos e a confirmar o que havíamos escrito, e assim o fizemos. No entanto, esta população, agora diferente da nossa, escolheu ficar distante, escolheu não tomar uma posição. Perante os factos, escolheu não fazer nada. E assim, como um relâmpago, o primeiro vislumbre de democracia dá a palavra, de novo, à antiga monarquia.   

Agora, é a nossa vez de escrever “O cúmulo da barbárie”. IB

Editorial ED6 - O Velho do Restelo


É fácil fingir que se age, é fácil escrever “Manifestação” num papel, enviar um e-mail a um órgão do ISEL ou marcar uma RGA com o tema "estado do Estado do Ensino Superior". Difícil é agir. 


Contudo, as queixas são, geralmente, consensuais: Todos queremos salas com melhores condições, avaliações mais justas, melhores equipamentos, mais salas de estudo e mais apoios sociais. É inquestionável, é um facto. Mas o que fazer? Talvez seja mais produtivo acabar com as carências de frontalidade e falar pessoalmente, com mais modéstia - em vez de mandar um e-mail facilmente ignorável ou ter reuniões que não passam de um aglomerado de exigências, ignorando as necessidades dos seus parceiros (nomeadamente da própria direcção do ISEL), tratando-os como seus opositores e esquecendo que, sem eles, pouco ou nada se faz. Acusam-os de má vontade e de falta de compreensão mas, no entanto, é este “bando de garotos” que a executa. Promover a transparência, através da divulgação de informação e de, por exemplo, publicar as actas das Reuniões Gerais de Alunos num local público (virtual e físico), de modo a alcançar toda a comunidade. Até teríamos gosto em ajudar a divulgar. Fica o recado.

Começamos este semestre com novidades quentes, para os alunos de FRACAS, e com algumas notícias escaldantes para toda a comunidade do ISEL. Foi enviada uma carta pela Comissão Coordenadora de LEIC dirigida à direcção e ao conselho pedagógico, onde era questionado o cumprimento do regulamento de avaliação, nomeadamente o sistema de avaliação de algumas disciplinas - em que um dos métodos de avaliação são fichas eliminatórias - e os prazos de publicações das classificações de exames e testes. Agora, começam a surgir os primeiros sinais, a prova de que as acções levam a mudança.

Explicamos também, através de um longo artigo, alguns destinos do dinheiro que todos nós contribuímos para o ISEL, durante a governação do Professor José Quadrado, assim como a sua aparente teia de influências: tal como na Batalha de Aljubarrota, aplica a ilustre tática do “quadrado”, mas para fins menos nobres.

Para aqueles que dizem que nós não passamos de uns velhos do Restelo que se limitam a falar do passado e a fazer ataques pessoais, desenganem-se. Sim, é importante falar do passado para evitar os erros do futuro; Sim, é importante falar da falta de idoneidade e da responsabilização pessoal, porque, ao que parece, não há escrutínio. Afinal, para quantos apoios sociais dariam os 20.000,00€ gastos em 15 computadores para a antiga direcção? Onde poderiam ser aplicados os 50.000,00€ em tablets? Quem são os responsáveis? Eles andam por aí: uns continuam a exercer o seu poder silencioso, outros talvez voltem.

No final de isto tudo - hoje - não nos resta nada, se não a dignidade de escolhermos ser estudantes que não engolem verdades unilaterais, meias verdades, ou o que quiserem chamar à mentira; Hoje, somos nós que pagamos a fatura de anos de uma gestão à margem de valores éticos, morais e legais aceitáveis. A escolha é nossa: entre ser o fiel pagador da dívida de terceiros; ou o Velho do Restelo. IB

Editorial ED5 - Retrospetiva




 Um semestre se passou, e após 4 edições e uma série de episódios que presenciámos, comentámos e documentámos, chegou a altura de fazer um balanço do que se passou.

.Depois de uma tomada de posse, suspeitosamente atrasada, vemos uma AEISEL frágil e sem capacidade de mobilização, onde ficou a olhos vistos que a antiga direcção ainda os consegue superar (e quiçá, dominar). Seguiu-se uma Reunião Geral de Alunos onde ficou flagrante, mais uma vez, a supremacia da antiga direcção. Parabéns!

.Tivemos um evento (o OpenArt) organizado pela AEISEL, com excelente potencial que poderia vir a fazer lembrar os velhos tempos do ISEL, mas infelizmente veio em má altura logo, teve pouca adesão. Tudo o resto não passam de tentativas falhadas mascaradas de sucessos e que demonstram graves conhecimentos de causa e até um certo egoísmo.

.Mais grave ainda é a demanda falhada por microondas, que apenas será resolvida, muito em breve, pela direcção do ISEL. Houve a hipótese, que muitos desconhecem, de criar uma sala de microondas no pavilhão do Estudante, outrora mencionada pela antiga direcção. Hoje, para nosso espanto, é a sala do núcleo de Airsoft. Onde estão as prioridades?

.Observamos também uma benevolência para com a antiga direcção que tanto criticavam mas que agora, quase que idolatram e tentam compensar a falta estratégia com que lá chegaram com o a “estratégia” amigável deles, que diz ser livre de interesses: é solidariedade, é caridade! Será? Quais serão os interesses por trás? Não cabe a nós adivinhar. Para quem dizia lutar pelos bons valores e contra o elitismo, parece que essa essência caiu, putrefacta, pelo caminho.

.Mas nem tudo foi mau. Curiosamente, após o ISELeaks ter oferecido folhas de ponto como forma de protesto, a AEISEL decidiu baixar o preço das mesmas. Pode ser que, depois de termos feito uma doação ao “Espaço Partilha” – que atualmente passa por algumas dificuldades, devido à crescente procura e menor oferta - a AEISEL também queira fazer algo verdadeiramente pelos alunos. Fica aqui o desafio.

.Gostaríamos também de informar todos os docentes e alunos, que existe um regulamento de avaliação que é violado com uma regularidade assustadora, para quem devia dar o exemplo. Ao que parece, ter classificações de testes a sair horas antes do exame ou fichas meramente eliminatórias, não merece a atenção desta AE, estes que julgam que sabem aquilo que os estudantes querem mas nunca ousaram se pronunciar sobre o assunto. 

.Assim sendo, a esperança fica na nova direcção do ISEL, que, mesmo com poucos meios devido a uma antiga gestão danosa, tomam uma postura mais acessível e transparente, procurando realmente apresentar soluções e a verdadeira intenção de gerir sustentavelmente a herança infausta que lhes fora deixada. IB

Editorial ED4

Já dizia a máxima “A vida está cara”. Como tal, o ISELeaks tomou a iniciativa de oferecer folhas de ponto! Pode ser que esta nossa acção incentive os nossos queridos representantes a baixarem os preços deste consumível que nos é exigido, em vez de gastarem o pouco que têm em cadeiras novas e outras questões não prioritárias, tal como tapar os buracos dos outros. Felizmente a antiga direcção, dotada do mais alto altruísmo, tem sido prestável e anda a “ajudar” os maçaricos! Talvez levem maçaricos e queimem o que falta de uma só vez.
Gostaríamos também de chamar a atenção aos que revelam incapacidade de lidar com o nosso jornal e o seu conteúdo, deixando os jornais no lixo, para uma má notícia: Continuaremos a escrever e a denunciar tudo aquilo que são situações injustas, pouco éticas e, eventualmente, ilegais, tal como uma Associação de Estudantes tem obrigação de fazer. Continuaremos também a divulgar eventos e actos eleitorais, que são do interesse desta comunidade, da mesma forma que é obrigação de uma Associação de Estudantes.
Somos independentes de qualquer corrente ideológica, cultural ou interesseira deste instituto e queremos de deixar uma palavra de agradecimento a todos aqueles que nos têm escrito e informado.
Para os alunos/funcionários que nos enviaram informações que ainda não foram divulgadas, queremos deixar uma nota: Toda informação precisa de um processamento, de forma a garantirmos que é publicada com toda a isenção, verdade e clareza.

Por fim, apelando ao nosso carácter tanto informativo como satírico, no dia 11 de Dezembro irá haver uma Reunião Geral de Alunos, onde será apresentado o mítico relatório de 2013 (há muito desaparecido) e haverá lugar para falar sobre a “situação política”, seja lá o que isso for.

Editorial ED3 - Para ficar

Nesta terceira edição do ISELeaks, começamos por agradecer à Azul e Amarelo o acordo que foi celebrado para as próximas edições deste jornal, com a publicidade a este centro de cópias. A última página do ISELeaks, será destinada à promoção de produtos da Azul e Amarelo. Esta publicação é bimensal, sendo semanal apenas em situações excepcionais.

Em segundo lugar, é relevante reportar ao nosso público, que de uma forma geral, nos tem procurado e elogiado, que nos foi comunicado que as edições em papel deste jornal, têm sido subtilmente subtraídas – talvez por ter informações demasiado incómodas, chatas, insuportavelmente verdadeiras, ou ignóbeis; mas nunca por dizer mentiras, ou publicar informações caluniosas, porque para isso servem os tribunais e a justiça. Certo é que demonstra bem o carácter IGNÓBIL da nossa “oposição”, que deixa bem claro que não gosta das nossas linhas editoriais, nem das informações que prestamos. A esses, que apenas demonstram que se estão a afogar, convidamos a fazerem uso do direito à resposta, com a certeza de que terão a mesma notoriedade do que os colonistas habituais.


Agradecemos a todos os que no disponibilizaram informações e facilitaram algumas leaks e noticias. Não agradecemos aos que prometeram informações “importantíssimas”, rodeadas de um misticismo de rato, mas que recuaram ao último minuto, não querendo ficar associados ao jornal, mesmo sabendo que podem solicitar anonimato, tal como outros já o fizeram. Quanto a 
todos os outros, obrigado por nos lerem e por nos divulgarem. 
Ainda bem que incomodamos!
Não deixes de nos contactar

Editorial ED2 - AVANTE, CAMARADA!


Se não conhecem o MULE (ou a Lista M), aqui fica uma introdução. O MULE- Movimento Universitário de Luta Estudantil, ganhou estas eleições (2013/2014) para o próximo mandato de 3 meses (para a infelicidade de alguns, os estatutos não permitem saltar mandatos) . 



O MULE promete “lutar” por propinas mais baixas - seria inédito ver uma AE a conseguir baixar as propinas; promete lutar por mais microondas; por refeições mais “dignas” na cantina. Ainda não se sabe se as ditas refeições “dignas” vão passar a ser servidas à la carte, acompanhadas pela selecção temática dos melhores vinhos regionais e música ambiente ao vivo, com um pianista; ou se vamos passar a ter um rodízio brasileiro, com uma variedade considerável de cervejas. Podemos, desde já, adivinhar, que teremos um chef com estrelas Michelin, de forma a termos direito a uma refeição digna de um estudante do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, ou de um cliente do RITZ. 



Para além disso, o MULE, tem acompanhado várias frases características da JCP, como a “Educação gratuita, de qualidade e para todos”, ou o mural grafitado no ISEL - que é suposto ser um memorial dos 40 anos do 25 de Abril, ou as bonitas faixas rabiscadas nas entradas do ISEL.


Não sabemos ainda se é mera coincidência, pelo que ainda estamos a aguardar que o MULE divulgue mais comunicados (ou faça mais uns grafitis), desta vez de forma mais clara, como por exemplo: “Por uma refeição patriótica e de esquerda”.

Talvez tenham o apoio da JCP/PCP. Talvez que- iram mudar o país, através de uma AE. Ou talvez queiram...outra coisa qualquer, quem sabe, reivindicar.

Editorial ED1 - A IDEIA

É com muito gosto e dedicação que, nestes tempos turbulentos, apresentamos a primeira edição do ISELEAKS. Queremos quebrar a monotonia, a apatia e as irregularidades, dando uma verdadeira voz aos alunos do ISEL, procurando abordar os problemas, alertar para o saudosismo subtil e ajudar a criar soluções.

Somos um semanário livre destinado a todos os intervenientes na vida do ISEL, sejam estes alunos, docentes, investigadores ou funcionários. Não é nosso objetivo difamar ou injuriar terceiros, mas sim apelar a uma maior transparência, fomentar o debate através de artigos de opinião e da divulgação de informação. Não temos como meta alcançar qualquer vitória ou obter outros benefícios (mesmo eleitorais), nem pretendemos lutar em guerras políticas travestidas de bons valores. Para nós, a maior vitória é o progresso através da discussão e do debate, conjugando seriedade com humor.
De modo a sermos um jornal mais abrangente, contamos com a tua colaboração. Estamos abertos a críticas, novas informações e outras opiniões. Afinal, esta comunidade educativa- a comunidade ISELIANA- constrói-se com todos, através do ativismo de todos.
Esta edição é a primeira de muitas, tentaremos que seja publicado de forma semanal ou bimensal, e estará disponível em cada departamento e nas salas de convívio. Informamos ainda os leitores que o conteúdo do ISELEAKS tem a assinatura do colunista que se responsabiliza pelo artigo. Os artigos que não forem assinados, foram enviados com o pedido de anonimato, pelo que respeitaremos e iremos promover a defesa do autor que não quiser ser identificado.
Terminando, o ISELEAKS é composto pelos seguintes conteúdos informativos: Artigos de opinião; Desporto universitário/Cultura; Notícias do ensino superior, Complemento humorístico (Ignóbil); E, mais adiante, um espaço para anúncios. Contamos com a tua leitura, contamos com a tua colaboração!