quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Á LUPA - Projetos de I&D financiados pela FCT

Projetos de I&D financiados pela FCT


De 2003 a 2013 nota-se um crescimento de investimento de projectos de investigação e desenvolvmento, que chegou ao ano de 2013 a um total de 101.319.347€, num universo de 4045 projectos.


No que se refere aos encargos por projecto, a FCT atribuiu uma média de aproximadamente 25.000€ por projecto em quatro anos consecutivos, havendo a registar uma tendência em homogeneizar o financiamento pelas demais áreas ciêntíficas.


Verificou-se também uma tentativa de homogeneizar o
investimento pelas demais áreas curriculares  - cortes nas Ciências da Engenharia e Tecnologias (-6,2%) e nas
Ciências Naturais  (-8%), dando lugar às Ciências
Médicas e da Saúde (+14,1%) e Humanidades (+4,3%).

Tal medida suscitou alguma polémica e descontentamento por parte do Conselho Coordenador dos Reitores.

Fonte:  Estatísticas da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), Julho de 2014



Notícia - Elmano Margato eleito presidente do IPL


Decorrido o acto eleitoral do dia 9 de Dezembro de 2015, Elmano Margato sai como vencedor das eleições para a Presidência do Instituto Politécnico de Lisboa.

Relembramos que haviam três candidatos, sendo que os dois restantes eram o Professor Doutor Jorge Veríssimo, presidente da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS), e Filipe Montargil,  docente da mesma escola.

O passo decisivo neste processo eleitoral deu-se no passado dia 4 de Dezembro, na audição pública dos candidatos admitidos à eleição a Presidente do IPL, realizada no Salão Nobre do Instituto Politécnico de Lisboa, na qual o ISELeaks esteve presente.

No que toca aos resultados eleitorais, Elmano vence com 17 votos do colégio eleitoral, sendo que o Presidente da ESCS, Jorge Veríssimo, contou com 13 votos e Filipe Montargil com nenhum voto. Fica assim lavrado em ata, a eleição do Professor Doutor Elmano Margato, sendo certo que se aproximam, igualmente, eleições para a presidência do ISEL.

Fontes: 
imagem 1 e 2: http://www.ipl.pt/media/noticias/elmano-margato-eleito-presidente-do-ipl
imagem 3: ISELeaks

Artigos relacionados

Opinião - Dom Quixote não morreu - a saída de Elmano e o retorno do Quadradismo
Ponto-a-ponto : O Eterno retorno - o possivel retorno da cumplicidade da direcção com a AEISEL


Editorial - Amnésia e outras Demências


Após a última edição do ISELeaks, no uso do direito à resposta, o antigo presidente da AEISEL respondeu às críticas que lhe haviam sido dirigidas. Ora, naquilo que nos cumpre em publicitar as respostas que nos chegam; resta-nos só o seu conteúdo, que de tão surreal, torna-se um verdadeiro artigo de humor. Hugo Campos de Carvalho, escuda-se afirmando que deixou 20.000€ nos cofres da AEISEL, ou seja, deixou a Associação de Estudantes claramente desafogada. Será por isso que nos últimos meses de Verão da sua tutela enviava um e-mail geral a falar de atrasos com salários? Certamente que era uma gestão “mais empresarial da coisa”, e não falta de verbas. Será que Hugo Carvalho geriu tão bem a AEISEL que, para além de ninguém ter reparado, também ninguém reparou nos cofres cheios, mesmo que fosse de dívidas ao IPDJ? 

Eu entendo a sua estratégia: lançar a ignomínia, para poder candidatar-se como um mártir – o salvador da AEISEL, o homem com uma visão “mais empresarial da coisa”. Mas não nos enganemos, Hugo Carvalho – aquele que hoje se faz de vítima –, foi outrora um feroz líder da AEISEL, bastando para isso recordar a sua aversão aos Estatutos. Quem se lembra da célebre frase “a RGA é soberana”, para justificar o incumprimento de prazos estatutários? Quem se lembra do antigo presidente da AEISEL a recorrer a advogados para interpretar os estatutos da AEISEL? Eu lembro-me e também me lembro da auditoria financeira da MONERIS, que apontava o dedo à direcção da AEISEL, liderada por Hugo Carvalho, pela ausência de documentos, organização e pela situação financeira completamente desequilibrada: e não, a culpa não é da técnica oficial de contas, não foi ela que dirigiu a AEISEL

Terminando, não vale a pena ficarmos presos ao passado, porque relativamente a ele nada há a fazer. Quanto ao futuro, gostaríamos de ouvir as propostas para a AEISEL, ainda que saibamos que a credibilidade de Hugo Carvalho está fatalmente ferida.

E, com isto, reparei que Ricardo Brites fica, outra vez, para último plano. O espaço para dedicar a este figurante já é curto e concluo este editorial com a convicção de que tem os  dias contados na AEISEL. Paz à sua Alma. .GF

Nota:
Na versão online do artigo de Opinião "Avante, JSD!" , publicado na última edição, Hugo Campos de Carvalho comentou o seguinte:

Hugo Campos de Carvalho17 de novembro de 2015 às 18:38
Pela primeira vez vou responder, porque estou com vontade de me rir... Deixei mais de 22 mil euros na conta e deixei um buraco?
Ide lá perguntar na AE quando eu saí, para além do IPDJ que aguardávamos resposta e de uma dívida à Seg. Social de 700 ou 800€ que estava a ser paga, se havia mais alguma?
Se às vezes distorcem a verdade, nesta mentem com todos os dentes!
Fui eu que deixei fechar a Sala 13 e a Pizzaria?
Fui eu que baixei as folhas de teste para 5 cent, que nem chega para pagar ao funcionário que as faz?
Fui eu que andei 1 ano para assinar um contrato?
Não brinquem comigo... Atinem!

ISELeaks22 de novembro de 2015 às 19:14
Caro Hugo, antes demais agradecemos o teu comentário. Certamente que o teu contraditório terá direito ao nosso contraditório em sede própria - que não é um blog.
Saudações Académicas

-------------------
Artigo relacionado: ISELeaks oferece cabaz de Natal a Hugo Carvalho

terça-feira, 17 de novembro de 2015

PONTO-A-PONTO : A Embrulhada do ISEL

Tudo o que contamos e o que ficou por contar. Um guia para não se perder no labirinto sem fim de negócios do ISEL, criado sobre o olhar paternal de Carlos Quadrado, à margem de quem o procura ignorar.

(clique na imagem para ampliar)

Contratos com empresas de familiares, com empresas de amigos, adjudicações directas duvidosas e toda uma cadeia de influências, que demonstra que é muito fácil gastar o dinheiro público sem que seja o público o beneficiado.
À primeira vista parece um esquema complexo de filmes como o “Gangster Americano”, ou talvez as ligações pessoais e económicas das grandes empresas públicas portuguesas, com os partidos. Não foge muito à realidade. Na verdade, todas estas empresas relacionam-se com o ISEL e não é pelos melhores motivos. 

Diz-se na gíria que é de pequenino que se torce o pepino, e o ditado popular aplica-se bem no ISEL, mais concretamente na AEISEL. Certamente que os mais velhos – os veteranos –, e mesmo os restantes alunos e docentes, já ouviram falar da famosa dívida que a nossa associação tem para credores como o IPDJ. Ora, uma dívida de 80.000,00€ a este organismo público, que estará em execução, terá origem no mandato de Frederico “Fred” Saraiva – conhecido militante do PSD, como tantos outros de que falaremos adiante –, constando do programa de apoio estudantil. Esta quantia está a ser reclamada pelo IPDJ desde que Ricardo Brites – da Juventude Comunista – foi empossado em Novembro de 2014. A título de curiosidade, também na direcção do IPDJ estarão militantes do PSD e JSD. 

Se bem que a AEISEL ficou com fama de ser a testa-de-ferro do “Fred”, tornou-se, pela mesma altura, empreendedora e ofereceu viagens a Los Angeles e Las Vegas a um dos seus dirigentes, João Silveirinha, por forma a este poder apresentar um projecto da sua autoria numa conferência de Engenharia. João Silveirinha, o jovem a quem a AEISEL depositou tanta consideração, abriu ainda uma empresa unipessoal e ofereceu-se, a troco de 25.200,00€, enquanto aluno, para a manutenção de instalações eléctricas em vários edifícios do ISEL, através de um contrato celebrado entre si e o ISEL, na pessoa de Carlos Quadrado. E este nome leva-nos ao topo da hierarquia desta instituição e a forma como funcionou durante o seu mandato. 

Carlos Quadrado, também conhecido pela sua militância no Partido Social Democrata, é ainda amado por uns e odiado por outros, tendo pautado toda a sua governação por uma autocracia que lhe é reconhecida por muitos dos que, com ele, lidaram de perto. Muito há por escrever sobre o último Presidente do ISEL – desde o seu legado de dívidas, nomeações, às táticas políticas que atropelaram qualquer sentido de responsabilidade a que o cargo lhe obrigara –, mas num jornal não caberia com o merecido detalhe que as boas práticas exigem.

Comecemos, pois, pela Geometrivinil. Como já noticiado, esta empresa celebrou um contrato com o ISEL no valor de 14.608,00€, pela mão do amigo de Carlos Quadrado e coordenador dos Serviços Técnicos, Paulo Neto. Ora, a mesma empresa, ao mesmo tempo, outorgava outro contrato com a Câmara de Almada, onde o apelido Quadrado aparece como um factor comum. Desta vez, tratar-se-ia de Ana Filipa Quadrado, ao que parece esposa do então Presidente. 

Antes do contrato da Geometrivinil com ISEL, já Paulo Neto executava o seu trabalho pelo instituto: Um ano antes, em 2009, perante o surto de Gripe A, os Serviços Técnicos propuseram uma solução: encomendar 15 computadores para os órgãos diretivos do ISEL “assegurarem a gestão à distância”. Este projeto custou ao ISEL 18.944,49€, tendo sido adjudicada a uma empresa de um aluno e futuro técnico de Informática do ISEL - Nuno Alves Pires, da JPN - Tecnologias Informáticas e Serviços.
Por sua vez, em 2007, foi assinado um contrato entre a AEISEL e uma empresa de construção, Alberto Silva Construção Unipessoal, destinado para as obras o edifício L. A mesma obra fora fiscalizada pelo arquitecto Paulo Neto mas, menos de um ano depois, o mesmo recebia uma carta da Direção da AEISEL, assinada por Frederico Saraiva, a solicitar uma série de reparações nas áreas intervencionadas nessa obra, afirmando que se tratava de um “presente envenenado oferecido à AEISEL”.

As coisas confundem-se ainda mais quando se trata do Gabinete de Marketing e Comunicação, liderado por Susana Teque Florêncio. Todo o seu historial se torna duvidoso desde a sua contratação, ainda em formação académica e num concurso que suscitou igualmente duvidas. O apelido já não era novo no ISEL, já que o seu irmão, Ricardo Teque Florêncio também fez parte da equipa do Gabinete de Marketing e Comunicação, na sua curta passagem em 2007. De todas as situações duvidosas que poderíamos aqui descrever, sem dúvida que a organização do  World Engineering Education Flash Week, organizado pelo ISEL e que decorreu no Pavilhão Atlântico, se destaca. Ao que parece, o Gabinete de Marketing e Comunicação do ISEL, um órgão interno, considerou - certamente na pessoa da sua coordenadora - não ter condições para organizar tamanho evento; pelo que rapidamente se apressou por delegar funções a Ricardo Teque Florêncio, na sua qualidade de Marketing Communication Manager.

Ricardo Florêncio, fundou também uma agência de publicidade – AIM Digital Agency.  Esta tem uma carteira de clientes que nos é conhecida: Bitwoci de Frederico Saraiva, Associação Académica de Lisboa e até mesmo o ISEL – foi responsável pela criação do logotipo da incubadora de empresas Open ISEL, como se não existisse um gabinete de marketing no ISEL capaz de o fazer.
Com o Open ISEL, surgiu, em 2008 a start-up Dailywork – Investigação e Desenvolvimento, Lda, resultado de uma parceria entre o ISEL e a Brisa. Com sede na Marinha Grande e um escritório no ISEL – mais precisamente na sala E.0.03, tem como sócios-gerentes e acionistas António Serrador, docente do ISEL e Ricardo Prata, ex-aluno e atual investigador do ISEL. Poderia ser apenas uma mais valia para o ISEL, não fosse a existência de um contrato adjudicado à mesma, por parte deste instituto -  19.200,00 €  para a fase final de desenvolvimento (produtização) do dispositivo Via Verde. Um excelente começo para uma start-up com pouco mais de um ano de atividade, localizada dentro do ISEL, gerida por funcionários do mesmo. 

Entre os caminhos do ISEL, já há muito que se ouvia falar de outra história: um serviço de estafeta do expediente interno do ISEL. Afinal, o ISEL talvez seja um pântano imensurável, sendo necessário um serviço externo para enviar documentos de um edifício para outro. Esta missão custou 6.000,00€ em 2009 e foi adjudicado à RBL Graphics Unipessoal, Lda. Esta empresa tem Veorica Volcova como Sócia-Gerente que, por mero acaso, é esposa de Rafael Barrocal Leitão, parceiro de Frederico Saraiva na gerência BYSQUARE, Lda. “Fred” Saraiva à data era um homem ocupado com duas direções: a da AEISEL e da AAL.

Passemos por fim à Tânia Figueiredo, uma personagem já antes mencionada por nós, exatamente por ser coordenadora dos serviços financeiros do ISEL, desde 2010. Depois das discordâncias de Pedro Ribeiro, antigo coordenador, com o exímio presidente Carlos Quadrado – chegando o ultimo a dizer-lhe “O teu tempo de graça já acabou”, esta sucedeu-o logo de imediato, assim como dezenas de contratos à margem das boas práticas orçamentais. Por ela passaram todos os contratos de empresas relacionadas com funcionários do ISEL, em particular a Geometrivinil de Paulo Neto e a Electrocoop, onde trabalhava um docente de ADEC.
A novidade aqui talvez esteja em Ricardo Pereira, esposo de Tânia, já conhecido pelas suas negociatas com o IPL. Este empresário é sócio-gerente de duas empresas: RICARDO JORGE PEREIRA, UNIPESSOAL e MANUCONCEPT,LDA – da qual detém 60%. A primeira foi presenteada com 2 contratos com o IPL entre 2010 e 2011, por um valor que ascende os 110.000,00€. A segunda, teve, até agora, 6 contratos com o IPL desde 2013, curiosamente todos por ajuste direto. Mas vamos salientar os 2 últimos negócios públicos, executados em 2015:
Recentemente, em Julho deste mesmo ano, foi adjudicada uma empreitada no edifício da presidência do IPL, no valor de 30.299,67€. Em Maio, teve lugar a obra de 20.000,00€, para manutenção das instalações do SAS-IPL. Por coincidência, em Março do mesmo ano, a abertura da sala de micro-ondas do ISEL era anunciada, encontrava-se em fase de concurso e seria adjudicada pelos SAS-IPL muito brevemente.

Estes são apenas alguns exemplos do que se sabe até hoje relativamente à má utilização de dinheiro público. Fica mais uma vez patente que a rede construída durante anos por Carlos Quadrado estende-se muito para além do ISEL.

Errata: Ricardo Teque Florêncio e Susana Teque Florêncio não são irmãos, são casados.

Inquérito a Alunos(2)

No âmbito da ultima Reunião Geral de Alunos em que se pretendia votar a revisão estatutária, o ISELeaks realizou um inquérito anónimo e informal a alunos ISEL. A divulgação foi feita exclusivamente via facebook, na nossa página e nos grupos de alunos. Obtivemos 198 respostas. Apesar de ser um numero pequeno, ainda é superior ao número de alunos que votaram nas eleições para a AEISEL.


Comentários:
-Não existe divulgação dentro do próprio ISEL. Existe uma grande opacidade entre alunos e direção.

-Em primeiro lugar não tenho conhecimento dessa RGA, muito menos do seu objectivo e ordem de assuntos. Contudo, penso que algumas explicações prévias ajudariam a uma maior participação e melhorariam o debate.

-É vergonhoso os alunos não serem devidamente informados da data da RGA, mas sendo a AE comuna percebe-se o porquê. Será que a intenção deles é aprovar a alteração aos Estatutos com a mesma quantidade de votos com que foram eleitos?

-A AEISEL tem tido uma preocupação pouco clara para com os interesses dos alunos. Vejo muita preocupação em formar pequenas novelas político-académicas, cujos elencos pouco ou nada sabem sobre o que realmente importa, ao invés de mobilizar os meios já existentes para nos proporcionar a nós, alunos, melhores condições. 


Nota:
Tal como foi possível verificar, a grande maioria dos alunos está descontente com a actual direcção e nunca tinha ouvido falar sobre a revisão dos estatutos da mesma, em particular devido à divulgação inexistente. A principal proposta de revisão apenas foi apresentada aos alunos no próprio dia, sob a forma de petição. Uma petição não representa uma votação, logo não tem qualquer validade perante uma revisão estatutária. Por esse e por outros motivos a RGA foi considerada nula.



Á LUPA - Colocações 2015


Em 2014, num panorama de 720 vagas iniciais, foram colocados 340 alunos no ISEL.
Este ano, foram 582 até à terceira fase, o que representa um aumento de 34% do número de alunos colocados, preenchendo 81,6% das vagas iniciais.

É de notar que abriram novas vagas para as 2 últimas fases que, dada a sua instabilidade, não foram contabilizadas nesta análise.

vagas preenchidas 
2014/2015 – 47,3%
2015/2016 – 81,6%



IPL: Elmano candidato


O Professor Doutor Elmano Margato será candidato a presidente do IPL - Instituto Politécnico de Lisboa. A apresentação das candidaturas compreendeu o período de 21 de Outubro a 10 de Novembro, sendo que o acto eleitoral realiza-se a dia 9 de Dezembro.

A sua candidatura foi justificada num e-mail enviado à comunidade do ISEL, explicando que se deve ao facto do candidato previamente apoiado pela Presidência do ISEL, o Professor Luis Vicente Ferreira, ter desistido da sua candidatura. 

-----------------------------------
Artigos Relacionados:
Opinião - Avante, JSD!

Marinho Pinto envia carta a Super-Elmano


Opinião - Avante, JSD!

No século 2 a. C., no seio de uma Itália irreconhecível pelas divisões territoriais, Híeron II, também conhecido como o tirano de Siracusa, é destacado como um exemplo  da conquista de um Principado “pelas armas e pelas virtudes próprias”. De simples cidadão que era, veio a ser príncipe de Siracusa; porque, estando os siracusanos oprimidos, elegeram-no seu chefe. Excelsos exemplos como estes, também os há hoje: No seio de um ISEL oprimido e dividido – em muitos casos pelo medo –, o Professor Elmano conquistou uma franca vitória ao tornar-se Presidente. 

No entanto, o fim que se lhe vislumbra, não será tão virtuoso como a sua chegada. Como se pode não cair no descrédito um homem que é eleito para um mandato e com um programa, e, à primeira oportunidade de ver o seu poder alargado, vira as costas a quem o elegeu? O ainda Presidente do ISEL tem, pois, duas escolhas: Ou é eleito para o IPL; Ou, se perder as eleições, cai no descrédito e deve demitir-se. Exemplos destes fazem lembrar o pior da nossa Democracia, como Marinho Pinto e as suas voltas pelo MPT e depois pelo PDR, uma vez para as eleições europeias, outra vez para as eleições legislativas. Todos sabemos que o ISEL não é fácil de governar, mas esperava-se um pouco mais de persistência. 


Entretanto, por falar em descrédito, na AEISEL, vimos o Presidente Ricardo Brites, numa triste aparição na abertura do ano académico; que me envergonhou até ao vómito. Para além do seu ridículo traje típico do Avante, dos seus soluços durante um discurso obsoleto perante o ex-Presidente da República Jorge Sampaio, devemos ter a noção que este delinquente tornado dirigente da AEISEL está a destruir o que resta da nossa imagem.


 Esta marioneta da JCP, que já mal aparece na associação que dirige, que não responde a mails, nem às necessidades institucionais, deve afastar-se o mais depressa possível. E, com isto, gostaria de apelar à JCP –Juventude Comunista Portuguesa, que o mande afastar-se, para bem da AEISEL e para bem da imagem com que a própria organização partidária ficará depois deste mandato. Chega de RGA’s marcadas para a revisão estatutária (apenas salva por uma direcção da mesa competente), sem que se cumpram os requisitos legais, e sem que o proponente dessa revisão – Ricardo Brites – esteja minimamente preparado para apresentá-la; chega de papelinhos soltos e de abaixo-assinados que não servem nada a não ser o ego dos seus pasquins. Ricardo Brites é hoje uma piada, e fácil


No entanto, o ainda presidente da AEISEL tem um mérito garantido: de tão mau teve o seu mandato, que os piores dirigentes que a AEISEL alguma vez teve sentiram-se inspirados e preparam-se para regressar. Hugo Campos de Carvalho, o Presidente da AEISEL que deixou o buraco nas contas sem explicar rigorosamente nada a não ser “A TOC não veio para responder”, prepara-se para integrar uma lista liderada por mais um dirigente da JSD.

Quando é que nos fartamos de passar por estúpidos? GF

----------------
Artigos Relacionados: Clique aqui para ler a notícia relacionada com a candidatura de Elmano Margato