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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

OPINIÃO - Perigo Público

Não nos iludemos: àqueles que verbalizam o seu amor pela Democracia de forma tão emocionada; é de esperar que, ou se trate de um ditador prestes a ser executado, ou seja um parolo em campanha. Bernardo Barbosa, o novo príncipe do antigo regime da AEISEL, teve voz firme na última RGA. Não, não foi por causa da dívida. Não, também não foi por causa do gabinete de emprego da AEISEL, que não funciona, nem sequer pelos preços das folhas de ponto. 

O principezinho de Hugo Carvalho, não saiu da sua narrativa: ordem dos trabalhos da AEISEL. Do eventual candidato à direcção da associação de estudantes, não se ouviu um pedido de esclarecimentos à direcção, nem sequer um reparo; só críticas à presidência da Reunião Geral de Alunos, por uma alegada incorrecção na ordem dos trabalhos. Ficamos a saber que Bernardo Barbosa sofre da obsessão de querer que as assembleias gerais corram como planeava que corressem, mas ficamos por aqui.

 O seu desinteresse pelos assuntos urgentes da AEISEL, evidenciam o que realmente lhe importa: afinal, tinha todo o seu quorum, que era composto pelo cacic do seu camarada confuso, Hugo Carvalho, e até fazia questão de apoiar o pobre Ricardo Brites. Porventura, podemos aferir que o seu programa eleitoral serão as ordens do ex-presidente da associação de estudantes, que se esqueceu dos seus bons costumes de bolso, quando tentou concessionar espaços por quase uma década. Repito: a pouco mais de um mês de campanha, Bernardo Barbosa não apresenta alternativas, não apresenta opiniões diferentes, não apresenta manifestações de vontade; só o vazio, que é o consentimento da ideologia da sua base eleitoral. Bernardo Barbosa não ama da democracia, abomina-a e usa as emoções como arma retórica, que certamente funciona nas campanhas do PSD e da JSD. 

O melhor exemplo disso, foi a sua condescendência perante a violência de Hugo Carvalho, que se gerou na Reunião Geral de Alunos, após a troca de argumentos entre este, e o actual Tesoureiro da AEISEL, João Navarro. Não foi apenas o vocabulário impróprio para o contexto, mas principalmente os traços físicos de quem estava prestes a agredir e teve de ser controlado e levado pelas pessoas por quem se fazia acompanhar

Esta atitude não mereceu uma única crítica por parte do exemplar moralista Bernardo Barbosa, que defendeu acerrimamente o delinquente que havia acabado de ter de ser levado à força, enquanto entoava insultos e palavras soltas que não reproduzirei aqui, perante uma proposta que impediria Hugo Carvalho de voltar a entrar naquela sessão. De resto, demonstra o desconforto e medo que existe face à possibilidade de a dívida ser auditada e a subserviência do retórico da ordem dos trabalhos.

 À parte das birras e gritarias, surge uma esperança para a AEISEL: o afastamento de Ricardo Brites. No início da sessão, João Navarro, quem lidera a facção anti-Brites, proferiu um discurso que transpareceu que as divisões na AEISEL já não são apenas entre o Presidente e o Tesoureiro, tal como havíamos noticiado há meses – É transversal a toda a estrutura.  As eleições aproximam-se e a apresentação do relatório e contas será da maior relevância para sabermos mais da associação que nos representa cá dentro, e lá fora; que nos pode ajudar no primeiro estágio; no primeiro emprego; na cultura e no desporto. A afluência e a participação é importante, é urgente que todos tomemos a palavra e decidamos. GF

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Opinião - Dom Quixote não morreu

Em meados do século XVII, Miguel de Cervantes y Saavedra contava a história de Dom Quixote de La Mancha , um cavaleiro louco que, vestindo uma velha armadura dos seus ancestrais, assume a missão de salvar e proteger os fracos e oprimidos, donzelas em perigo e tantos outros injustiçados. Qualquer cavaleiro digno dessa nome necessita de um fiel escudeiro, por isso, convidou o seu amigo Sancho Pança, prometendo-lhe o governo de uma ilha.

 No ISEL, o conto não é muito diferente – depois do discurso astuto, feroz e populista de Elmano Margato na apresentação de candidatura, a sua vitória tornou-se previsível. Afinal, o espetáculo de “homem do povo” é um tiro vencedor. No entanto, é impossível não nos questionarmos sobre quem quis que Margato fosse para outros mares ou, por palavras suas, quem o levou a “meter o nariz” no IPL. 

Na nossa casa temos também um eterno Dom Quixote - Carlos Quadrado, cavaleiro engenhoso, cuja missão é salvar as donzelas do desemprego. Escusado será dizer que, agora, o seu fiel escudeiro é nada mais nada menos do que o professor João Calado

O nosso Dom Quixote, um brilhante lunático, sempre procurou conquistar e controlar o mundo que o rodeia – à beira do fim de mandato de partida para o ISEP, deixou os canhões armados e as donzelas empregadas com nomeações estratégicas e tantas outras armadilhas, tal como marionetas em agências nacionais e outras sociedades discretas. Ao contrário do D. Quixote de Miguel de Cervantes, o seu escudeiro não o tenta chamar à realidade e talvez nem se preocupe com o estrago; escolhe seguir o sonho desastroso de Quadrado. Agora, depois da saída de Elmano, quererá homenagear o seu patrão e vestir a sua velha armadura, prolongado uma realidade que se antevê catastrófica. Para já, Quixote não pretende voltar a terras ISELianas – esse caminho já foi demasiado perturbado, tem pedras no caminho. Mas talvez faça parte dos seus planos facilitar alguns truques e parcerias. Afinal, trata-se do seu fiel escudeiro. 

Tal como Quadrado não vingou sozinho, o mero escudeiro pouco carismático também não o irá conseguir. Para tal, necessita de alguns vassalos, de preferência da sua cor partidária – da mesma linhagem dos que ajudaram o seu mestre. Não foi ao acaso que Quadrado foi eleito : apenas os seus súbditos da AEISEL poderiam levar a centenas de votos dos alunos. Os parceiros já tem: o eterno João Assunção – um companheiro já ferido, presente no período mais negro da AEISEL, desde 2005 -, Hugo Campos de Carvalho - um vassalo de Assunção, um pobre de espírito que julga ter sido rei - e Bernardo Barbosa, um recente aprendiz, sob a mão simpática dos ilustres mestres da Juventude Laranja. 

Apenas assim o escudeiro terá o seu prometido governo de uma ilha. Cabe a nós impedir que as labaredas laranjas, sem escrúpulos e desprovidas de valores, voltem a cair pelo ISEL. .IB

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Opinião - Avante, JSD!

No século 2 a. C., no seio de uma Itália irreconhecível pelas divisões territoriais, Híeron II, também conhecido como o tirano de Siracusa, é destacado como um exemplo  da conquista de um Principado “pelas armas e pelas virtudes próprias”. De simples cidadão que era, veio a ser príncipe de Siracusa; porque, estando os siracusanos oprimidos, elegeram-no seu chefe. Excelsos exemplos como estes, também os há hoje: No seio de um ISEL oprimido e dividido – em muitos casos pelo medo –, o Professor Elmano conquistou uma franca vitória ao tornar-se Presidente. 

No entanto, o fim que se lhe vislumbra, não será tão virtuoso como a sua chegada. Como se pode não cair no descrédito um homem que é eleito para um mandato e com um programa, e, à primeira oportunidade de ver o seu poder alargado, vira as costas a quem o elegeu? O ainda Presidente do ISEL tem, pois, duas escolhas: Ou é eleito para o IPL; Ou, se perder as eleições, cai no descrédito e deve demitir-se. Exemplos destes fazem lembrar o pior da nossa Democracia, como Marinho Pinto e as suas voltas pelo MPT e depois pelo PDR, uma vez para as eleições europeias, outra vez para as eleições legislativas. Todos sabemos que o ISEL não é fácil de governar, mas esperava-se um pouco mais de persistência. 


Entretanto, por falar em descrédito, na AEISEL, vimos o Presidente Ricardo Brites, numa triste aparição na abertura do ano académico; que me envergonhou até ao vómito. Para além do seu ridículo traje típico do Avante, dos seus soluços durante um discurso obsoleto perante o ex-Presidente da República Jorge Sampaio, devemos ter a noção que este delinquente tornado dirigente da AEISEL está a destruir o que resta da nossa imagem.


 Esta marioneta da JCP, que já mal aparece na associação que dirige, que não responde a mails, nem às necessidades institucionais, deve afastar-se o mais depressa possível. E, com isto, gostaria de apelar à JCP –Juventude Comunista Portuguesa, que o mande afastar-se, para bem da AEISEL e para bem da imagem com que a própria organização partidária ficará depois deste mandato. Chega de RGA’s marcadas para a revisão estatutária (apenas salva por uma direcção da mesa competente), sem que se cumpram os requisitos legais, e sem que o proponente dessa revisão – Ricardo Brites – esteja minimamente preparado para apresentá-la; chega de papelinhos soltos e de abaixo-assinados que não servem nada a não ser o ego dos seus pasquins. Ricardo Brites é hoje uma piada, e fácil


No entanto, o ainda presidente da AEISEL tem um mérito garantido: de tão mau teve o seu mandato, que os piores dirigentes que a AEISEL alguma vez teve sentiram-se inspirados e preparam-se para regressar. Hugo Campos de Carvalho, o Presidente da AEISEL que deixou o buraco nas contas sem explicar rigorosamente nada a não ser “A TOC não veio para responder”, prepara-se para integrar uma lista liderada por mais um dirigente da JSD.

Quando é que nos fartamos de passar por estúpidos? GF

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Artigos Relacionados: Clique aqui para ler a notícia relacionada com a candidatura de Elmano Margato 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

LOBOTOMIA - Queijo de Borla

Queijo de borla apenas de encontra numa ratoeira. E muito provavelmente, está envenenado. Não vejo outro motivo para estes badamecos terem ido para lá: procuravam o queijo, o poder cego e as vantagens para o ego.

O que antes era uma ratoeirazita que mal sobreviveu à segunda guerra mundial, em 9 meses foi transformado em um beco, e um muito mal frequentado. Sim, um beco, com direito a grafittis e cheiro a ganza, entre outras coisas. Até na Margem Sul tenho dificuldade em encontrar coisas tão más, pois os negócios menos ilícitos conseguem ser mais organizados que isto. Nada contra o consumo de substâncias, mas basta ter 2 dedos de testa para pensar que talvez não seja o local mais indicado. 
No inicio, enquanto descobriam as centenas de milhares de euros de dividas da AEISEL (muitas das quais nós já tínhamos avisado), discutiam sobre quem ia conduzir o carro. Depois, passou apenas a ser uma plataforma de divulgação de festas e de panfletos da CDU/PCP. Chega-mos a um ponto ridículo onde muitos estudantes recorriam ao ISELeaks, um órgão independente, para tirar dúvidas, pois a AEISEL nada fazia, nem respondia aos e-mails. 
Para além de terem ido para lá já sem dois espaços (pizzaria e papelaria) que nunca se deram ao trabalho de tentar sequer alugar, perderam agora mais 2 espaços icónicos. Para aumentar a vergonha, a notícia foi dada por um comunicado do presidente do ISEL, Elmano Margato. Nem contrariaram, nem fizeram um comunicado…o “protesto” resumiu-se a um comentário Anónimo e aziado na página do ISELeaks Só falta nesse mail, a presidência assumir que tem dificultado a assinatura do contrato. Meias verdades.... Ui, que medo. Tudo o resto, dá muito trabalho.
Para mais, há vários anos que têm dívidas de contas básicas ao ISEL. Ora segundo o próprio presidente da AEISEL, pagamento não acontecia pois apenas apresentavam recibo e não fatura (a lógica é tramada). E ainda acusava a direcção de tentar roubar. Tal como um rato comunista, a culpa é sempre dos outros.
Enquanto culpam o sistema capitalista e o poder do ISEL, vão comendo o queijo. Vai chegar o dia em que a AEISEL vai ser só umas cadeiras partidas e 4 paredes mal roídas: sem rendas, sem desporto, sem espaços, sem nada.
No fundo, eu sei do que eles estão à espera: da legalização da venda de drogas! Assim poderão abrir uma Smart Shop com descontos especiais para estudantes. Uma papelaria é essencial? Não! Toma ácidos que isso passa.
Mas vá, desde o início tinham um objetivo que pelo menos mantiveram até à última Reunião Geral de Alunos: mudar os estatutos em Outubro. Bem, a Hungria, no meio de uma crise económica e política, mudou a constituição para mudar a lei eleitoral, ilegalizar partidos e prender jornalistas. Cada um faz o que lhe convém. E isto, depois de toda a destruição, parece-me apenas uma conveniência. Em ratos, não se pode confiar. E está na altura de os exterminar. IB

quinta-feira, 25 de junho de 2015

(Opinião) INFERNO - Aos Associados

Há pouco mais de um ano, estudávamos num ISEL Quadradista, onde se faziam contratos com familiares, amigos e conhecidos de amigos e de familiares de amigos. Uma altura em que poucos ousavam colocar-se no caminho dos barões do ISEL; e em que esta casa era mais uma agência de viagens do que propriamente um estabelecimento de ensino. Há pouco mais de um ano, o ego estratoesférico de um homem, provocava um prejuízo incalculável, que estamos ainda hoje a descobrir. Será que, no ano passado, seria possível existir um ISELeaks? Cá para mim, teríamos neste momento – nesta décima edição – pelo menos 10 processos por difamação e teríamos de nos debater contra a Júdice, Oliveira Martins & Associados, tudo pago pelo ISEL. E, o mais assustador, seria que não haveria mais do que o silêncio cadavérico perante todas estas maroscas – no fim de contas, só restariam boatos sobre negociatas e cambões do Professor Quadrado.

A par disso, os “estudantes” organizavam o MULE-Movimento Unitário de Luta Estudantil, que trazia a originalidade ao ISEL: A autocracia. Este movimento combatia de forma veemente uma Associação de Estudantes Quadradista, que pecava por não saber como lidar com a oposição. Nessa AE Quadradista, também haviam as vacas gordas, que – de tão gordas – já não cabiam pela porta de saída. Viviam como se a AE fosse o seu passado, presente e futuro. À semelhança da Presidência do ISEL, caíram as vacas gordas e jurássicas e chegámos a uma nova etapa.

Chega o MULE à Associação de Estudantes do ISEL, com o apoio da JCP, e com uma mão cheia de promessas e cartazes e panfletos dessa organização partidária, que estão agora a ser colocados no campus do ISEL – só pode ser coincidência. Tomada uma AE deficitária, que teria dificuldades em pagar salários e em ser honesta, transparente ou séria; e tornaram-na numa AE com ainda maiores dificuldades em ser honesta, transparente, séria e ainda com dificuldades em aceitar a democracia: Não tardou a proposta para financiar o ISELeaks, com a condição de controlo dos conteúdos e mediante uma apresentação em “Power Point” aos dirigentes da AE. Ou seja, sem verbas para pagar salários, mas prontos a gastá-las em papel e proteger a sua imagem. A vontade de se tornarem uns Quadradinhos manifestou-se cedo...

Já quanto à Direcção, ganharam com uma campanha e imagem francamente eficientes, prometendo Mundos e Fundos. Hoje, passado pouco mais de um ano, não podemos ser atendidos pelo presidente: Porque o “Presidente não fala com alunos”; excepto se for para pedir o voto.
Não estaremos na altura de criar uma nova etapa? GF

+ISEL - Denúncias

Falta de profissionalismo (e de papel).- A engenheira Lara Santos tem por hábito faltar a mais de metade das aulas e como se isso não bastasse marca aulas suplementares às quais também nem sempre aparece, quando o faz chega a tarde e a más horas! Para acrescentar, a mesma demorou quase dois meses a lançar o enunciado do primeiro trabalho, e já acabaram as aulas e o enunciado do segundo ainda não foi lançado, contudo para tentar disfarçar, faz questão de abrir os marcos em tempo normal para ninguém saber qual a data do lançamento. Hoje é dia 23 de Junho as aulas acabaram a 20, prazo limite para lançar o trabalho, e o mesmo ainda não foi lançado.
Esta senhora mostra ainda para além de uma falta de profissionalismo, uma grande falta de respeito pois marca discussões e pede aos alunos que não marquem discussões de outras cadeiras para uma data próxima da sua, pois a probabilidade de estas serem desmarcadas e marcadas com uma nova data é muito grande!
O que seria em cinco cadeiras os cinco engenheiros pedirem o mesmo, seriam precisas 5 semanas para a realização de todas a discussões!
Tenho ainda outra crítica a fazer, no departamento de Fracas há falta de papel higiénico nas casas de banho por causa dos “cortes” diz-se! Para além do balúrdio que é gasto em propinas que chega para o papel, esta situação é má pois é uma falta de higiene e de condições mínimas!
.Aluno do ISEL
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Lançamento de notas: tempo de espera ilimitado.- [...] Há certas cadeiras no ISEL que os professores parece que se esquecem que no final do semestre têm que lançar notas. No meu caso já esperei 3 anos ( e continuo á espera) que uma nota saia, isso tudo porque o professor não a quer lançar porque “faltam ainda discussões”. Tenho colegas que querem fazer as discussões que faltam mas o mesmo prof está sempre a desmarcar . Basicamente estamos á espera que saia notas e é uma grande confusão . No meu caso são 3 anos ( 6 semestres) , mas tenho colegas que já vão nos 5 anos ( mesmo professor, mas cadeiras diferentes). mesmo depois de falar várias vezes com o mesmo professor ele não faz nada...  Esse professor não é o único, tenho outras cadeiras que esperei 1 ano e meio até ter a nota lançada no portal... .Um aluno do ISEL
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Mau funcionamento da Tesouraria.- Fiz dois pedidos à tesouraria do ISEL e nem para o c****** me mandaram.... que tristeza Com serviços de m****, numa escola cada vez mais decadente. Os serviços trabalham mal e lentamente, penso que devia existir uma mudança forte nos mesmos. Saudações Académicas .Ex-aluno
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Sobre a ultima edição.-Meus queridos, reparei hoje na vossa noticia e lembrei-me de alguns pormenores. A nossa amiga Tânia [Figueiredo, dos Serviços Financeiros] é casada com um o Ricardo Pereira que por sua vez tem umas negociatas também com IPL com a sua empresa manuconcept. .Funcionário do ISEL

As mensagens anteriores foram-nos enviadas através do nosso formulário de contacto, 
disponivel no nosso site.
Contacte-nos através de
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quinta-feira, 28 de maio de 2015

LOBOTOMIA: O Cão de Pavlov

Na década de 1920, Ivan Pavlov, apoiado pela União Soviética,  formulou a teoria do reflexo condicional. Uma das suas experiências mais conhecidas consistia em tocar uma campainha antes de alimentar os seus cães. Depois de repetir este procedimento várias vezes, verificou que bastava tocar a campainha que os cães salivavam por comida.

Com a AEISEL, o mesmo se verifica. Basta um pequeno estímulo, um fragmento de poder, que começam de imediato a salivar. Tal como o cão de Pavlov, ficam histéricos, tentando obter o seu alimento, da forma mais fácil possível, obcecados, ignorando o que os rodeia. Tal se tem verificado ao longo destes meses de “mandato” descabido de ilegitimidade: É ilegal? Pouco importa! Preocupam-se mais em viver o tacho (que eles tanto criticavam) do que a resolver os verdadeiros problemas. 

A carta enviada em meu nome à AEISEL, solicitava uma serie de documentos relevantes relacionados com as contas (públicas) da mesma. Resta-me esperar se terei resposta, ou se será dissolvida na saliva ácida de Briteslov. Ao que parece, tal aconteceu com um e-mail de uma aluna que, como ultimo recurso e num ato de desespero, pediu ajuda à AEISEL para a solução de um problema relacionado com o seu diploma de fim de curso, que o ISEL tem demorado a entregar. Não obteve resposta. Mas afinal, para que serve uma Associação de Estudantes? Para organizar festas medíocres, fazer palhaçadas e perder tempo com minudências ou para ajudar os alunos?

Mais fazemos nós, um órgão não oficial, que procura dar uma verdadeira voz aos estudantes: estamos a dinamizar o Espaço Partilha, temos uma doação pendente (estranhamente, desde Março) de um micro-ondas, abordamos os mais variados assuntos sensíveis que agora, começam a dar frutos.

Para mim, um dos maiores sinais de desdém talvez tenha sido a falta de divulgação crescente: no início, haviam vídeos bonitos a anunciar as RGA, haviam cartazes por todo o lado. Agora, um ou outro cartaz afixado e um e-mailzeco, que quase ninguém lê. Talvez tenham desistido…talvez lhes convenha que poucos saibam. Afinal, uma revisão estatutária é algo importante, dá jeito fazer as coisas como lhes convém. É verdade que estes estatutos ganham em podridão, mas será que ninguém teve a genial ideia de os mudar antes? Convinha a todos, mesmo à antiga direcção que fazia questão de não os cumprir.
Agora é altura em que alguém me diz “Mas eles até fizeram uma semana aberta, para inscrições para a revisão de estatutos.” Sim, é uma excelente ideia. Mas pelo que vi, apenas meia dúzia irá saber disto (talvez um pouco mais, porque fizemos questão de publicar no jornal). E a quem ficará a cargo a seleção de candidatos? À direcção da AEISEL.
Talvez seja eu que esteja enganada; talvez estejam eles a trabalhar arduamente, patrioticamente para uma associação menos pavloviana. Mas cuidado: talvez seja boa ideia colocar o aviso “piso molhado” na entrada da AEISEL. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

LOBOTOMIA - A Tia Gorda


Estou certa de que para alguns de vocês, o titulo “A Voz dos Estudante” tenha soado familiar. Mas não um familiar bom e nostálgico como quando te lembras dos mimos dos teus avós, mas sim um “familiar” como aquela tia Gorda afastada, interesseira e sacana, uma máquina de falar imparável cujo único objetivo é azucrinar-te e talvez pedir que faças uma série de tarefas – que à partida ela conseguiria fazer. No final, nem uma bolacha te dá.


Sim, a expressão “Voz dos Estudantes” foi ininterruptamente utilizado pelos camaradas da AE e por outros tantos grupos partidários. Mas, ao invés de escolhermos a saída fácil e redutora de nos limitarmos a dizer que somos a voz dos estudantes, optamos por concretizar essa ideia, através desde inquérito. A adesão poderia ter sido maior mas, ainda assim, foi quase o triplo do número de votos que a alegada voz dos estudantes conseguiu chamar para as urnas a seu favor.

Mais curioso ainda foi este inquérito não ter sido bem acolhido por todos: 
Por termos feito o inquérito, fomos acusado de estarmos “mais preocupados em arranjar  pequenas lutas e mau ambiente entre os alunos e comissões coordenadoras, tal como alunos e AE”. Giro, giro, é isto não fazer sentido nenhum. Ao que parece, é preferível não falar com os alunos, não saber o que pensam, ignora-los completamente. Isso trás desconforto, é chato! Porque não deixar as coisas como estão? Se fizerem barulho, mete-se uma festarola qualquer à frente e ficam distraídos, tal como se fazia nos coliseus. Se atormentarem um pouco mais? Atira-se areia para olhos. Anteriormente haviam-nos acusado de vivermos numa bolha, agora ao que parece, estamos demasiado fora dela.

Sei também que, assim que os resultados e os comentários chegarem aos olhos de quem os teme, vão-nos acusar de termos deturpado a realidade. Para além de ser uma realidade que eles nunca se deram ao trabalho de ver, apenas nos limitamos a analisar os dados que nos foram entregues. A maioria foram números, portanto não há que enganar. Sim, nós fomos o único elemento que teve uma média positiva (3.4).  Não é caso para desconfiar, mas sim para sentirem vergonha e porem mãos à obra, pois é absurdo um jornal, que nem é um órgão oficial, ter maior popularidade que a AE (2.0) e que a média das comissões coordenadoras (2.6).É ridículo, portanto melhorem, trabalhem, cumpram o vosso papel.  É ridículo a maioria dos comentários serem maus, muitos em tom de gozo, em particular no que diz respeito às iniciativas de maior interesse para os alunos promovidas pela AE, onde 67% admite não conhecer ou não saber nada sobre o assunto. Não faltaram notas a dizer que esta iniciativa deveria ter sido tomada por vocês, pois demonstra interesse pelos alunos. Será mentira? Pensem melhor.

Quanto à direcção do ISEL, que também teve uma avaliação negativa no que diz respeito ao esforço para chamar novos alunos – o que já era de esperar, dizem as más-línguas que somos comandados por eles. Coitados. Coitados de nós. Coitados dos ressabiados quadradistas, que se sentem ofendidos ao ponto de dizer tais barbaridades. Deve ser um problema de subnutrição que lhes atrofia a massa encefálica. Ou então, é só pura estupidez. Queriam que nos centrássemos no ataque a esta direcção? Bem, estão com azar, pois até agora, tirando um ou outro ponto, não vemos muitos motivos para isso. 
Enfim, entre amores e desamores, motivados pelo dia da Liberdade, este foi o nosso trabalho. É com bom grado que vemos uma avaliação positiva e vamos dar atenção às críticas que nos fizeram. Agora não me cabe a mim saber se os outros órgãos vão fazer o mesmo. Espero que sim. Se optarem por outra via diferente dessa, se escolherem continuar a ser a tia Gorda, uma parasita social que vive de subsídios, só me resta dizer: é a vida, nós cá estaremos. .